Tempo ocioso das crianças é um problema mundial nos bairros pobres

Escola Bíblica de Férias

O tempo ocioso das crianças é um problema mundial. Hoje eu li uma reportagem sobre a criminalidade no México*. Mas poderia ser no Rio de Janeiro, São Paulo, Bolívia ou qualquer cidade do mundo. Uma das causas apontadas para o grande número de jovens se envolverem com coisas erradas é exatamente o tempo livre, como o repórter diz “sem nada para fazer”.

Vale lembrar que este é apenas um dos problemas, pois é uma série de fatores que de fato levam um jovem a se perder. Este problema do tempo ocioso das crianças em situação de risco é uma das coisas que tentamos combater aqui na Expedição Mochila.
Muitas crianças não têm nada para fazer quando não estão na escola. E com isso ficam nas ruas e daí vem muitos males. E nas férias a situação piora, a criança fica com tempo ocioso por todo o dia.

Escola Bíblica de Férias

Você pode fazer a diferença para as crianças no seu bairro. Organize uma escolinha de futebol, nós podemos te ajudar. Tenho certeza que aí no seu bairro tem uma quadra, praça ou campinho disponível e está cheio de crianças. Quer ajuda? Mande uma mensagem e vamos te presentear com um Manual passo a passo para se organizar e agitar algo para as crianças ai no seu bairro.

E-mail: contato@em.org.br
Mensagem pelo Facebook da EM: /ExpedicaoMochila
WhatsApp: 011989908190 ou +5511989908190

Até breve

Ricardo Silva Ricco

[*] Narcotráfico atrai jovens pobres de cidade mexicana: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2010/12/narcotrafico-atrai-jovens-pobres-de-cidade-mexicana.html

Ministério e coisa séria

Um professor meu no seminário tinha um bordão interessante. Ele dizia: “ministério é coisa séria”. Parece algo tão simples, mas nem sempre tem sido simples na prática. Muitas vezes tenho notado pessoas divididas no ministério, tentando equilibrar alguma carreira e o serviço ministerial. Na prática, o que tenho percebido, é que o serviço ministerial fica relegado a um segundo plano. O que podemos aprender com a experiência de Eliseu, por exemplo? Quando este foi “vocacionado” deixou tudo para trás de uma maneira definitiva.

Então Elias saiu de lá e encontrou Eliseu, filho de Safate. Ele estava arando com doze parelhas de bois, e estava conduzindo a décima-segunda parelha. Elias o alcançou e lançou a sua capa sobre ele. Eliseu deixou os bois e correu atrás de Elias. “Deixa-me dar um beijo de despedida em meu pai e minha mãe”, disse, “e então irei contigo. “Vá e volte”, respondeu Elias, “pelo que lhe fiz. ” 21 E Eliseu voltou, apanhou a sua parelha de bois e os matou. Queimou o equipamento de arar para cozinhar a carne e a deu ao povo, e eles comeram. Depois partiu com Elias, e se tornou o seu auxiliar. (1Rs 19.19-21)

Talvez ao longo da “carreira profética” Eliseu pensou que poderia fazer um “bico” na época da plantação, somente para levantar recursos para o seu ministério, porém ele já não mais tinha as ferramentas necessárias. Eliseu precisou aprender que o necessário era muito pouco (2Rs 4.10) e que o ministério era tão sério que não permite divisão de atenção.
Ministério é coisa séria, é uma excelente obra. Quem ingressa por esse caminho não pode e não deve ficar olhando atrás.

Samuel

Pessoas e histórias que você deve conhecer: Sunita Krishnan e sua luta contra a escravidão sexual

Conheça Sunita Krishnan e seu trabalho a favor das crianças que sofrem com o tráfico e abuso sexual. São 12 minutos de arrepiar, ouvir e saber que algumas coisas acontecem com crianças. É muito legal o desafio que ela faz sobre ‘romper a cultura do silêncio’, mostrando que esta na moda falar do tráfico sexual, mas que as pessoas ainda não respondem como deveriam a este desafio.

Este é o site da organização que ela atua contra a escravidão sexual: http://www.prajwalaindia.com/home.html


Caso não veja o vídeo acima clique aqui

Aqui no Brasil, outra organização que atua combatendo o tráfico sexual é a MCM que tem o projeto Menina dos Olhos de Deus, você pode ver mais acessando aqui.

10 motivos para participar de um impacto missionário nas férias

1. Obedecer a Deus
Pregar o evangelho é uma obrigação, não é opcional. Quando você participa de um impacto missionário você se envolve em um projeto de anúncio da Palavra do Senhor. Nos impactos missionários a grande maioria das atividades estão relacionadas com o evangelismo. Você fala de Jesus de maneira direta entregando um folheto, fazendo um teatro ou abrindo a Bíblia e pregando, e também prega indiretamente participando de um projeto com esportes, saúde ou reformas e construções.

2. Servir ao próximo
Amar a Deus e amar o próximo são coisas fundamentais na vida de um cristão. Em um impacto missionário você tem a oportunidade de servir as pessoas, ajudá-las, aconselhar, ensinar, estar junto. Eu percebo que aqui na Bolívia muitas crianças e jovens se alegram apenas de receber os brasileiros, independente do que vão fazer. As pessoas gostam de estar com o grupo, conversar, contar sua vida, tirar fotos. Estar junto é uma maneira de servir, mas não esqueça que ainda pode fazer bastante por elas. E faça!

3. Tempo disponível
A maioria das pessoas reclama que não tem tempo para fazer a obra de Deus, muitas estão dizendo a verdade. Você pode aproveitar as férias para viajar e servir ao Senhor por uns dias dentro de todos os dias que tem livre. Nem todos tem a mesma quantidade de dias disponíveis nas férias, mas tente encaixar em parte deste tempo uma viagem de impacto missionário. Este tempo que você tem nas férias pode ser a única oportunidade de tempo livre do ano.

4. Conectar-se a pessoas e conhecer culturas
Esse é um dos motivos mais legais. Você vai conhecer pessoas que pensam diferente de você, que tem uma visão de mundo diferente da sua, que tem crenças que você nunca ouviu falar, e lógico, muitos comportamentos para você serão estranhos. E dependendo para onde for sua viagem, comportamentos muito estranhos. Essa mescla de crença, pensamento e comportamento formam a cultura local. Aproveite para aprender e vivenciar tudo aquilo puder, coma algo diferente, observe e ouça as pessoas, dê uma oportunidade para sua cabeça pensar diferente por alguns dias. Sem contar que na equipe que viaja você também vai conhecer melhor os amigos e fazer novas amizades. Uma dica importante é não apenas conhecer as pessoas, mas se conectar-se a elas, faça amizades de verdade, se importe com seus problemas, não atue como um repórter fazendo só um monte de perguntas, se envolva com as pessoas e deixe elas se envolver com você.

5. Treinar outros idiomas
Aqui na Bolívia, nos impactos de férias, você terá oportunidade de treinar o espanhol e o inglês. O espanhol com o povo local e o inglês com uma família de missionários americanos que moram aqui e atuam junto a Expedição Mochila. Nada melhor que falar e ouvir outro idioma fora da sala de aula e dos livros didáticos, você aprende melhor, aperfeiçoa e ganha fluência.

6. Sair (um pouco) do conforto de sua casa
No impacto missionário você estará fora do conforto de casa, e isso é ótimo! Você pode dormir em colchonete, comer uma comida diferente, tomar banho mais rápido, dividir seu espaço com outras pessoas, não ter uma farmácia ou lanchonete por perto. São coisas que, talvez, você não esta acostumado a viver. É ótimo sair um pouco de sua rotina, pois você não terá apenas um desconforto que não está acostumado, mas também saíra de uma rotina que muitas vezes esta te estressando e você nem percebeu.

7. Aprender a trabalhar em equipe
No impacto missionário cada atividade demanda várias tarefas, e ai entra a divisão das funções na equipe. Uns são bons com trabalhos manuais e outros com a pregação, o trabalho de alguns aparece e o de outro ninguém vê, uma habilidade completa a outra, e assim a equipe vai trabalhando junto. É bom aprender a dividir, ouvir, esperar, ser contrariado, colaborar, tudo isso faz parte do trabalho em equipe.

8. Apoiar os missionários e obreiros locais
Esse é um ponto importantíssimo do impacto missionário. Claro que estamos pensando nas pessoas que vamos evangelizar, no povo local, na cultura. Mas os missionários e obreiros locais também precisam de apoio, amizade, um ombro pra chorar e um amigo para orar. Inclua no sua agenda e nas suas tarefas um tempo com os missionários e obreiros locais. Como missionário local eu te digo que é legal alguém perguntar sobre o trabalho, se importar, fazer um compromisso de oração, sair pra comer uma salteña junto e trocar ideias. E aqui na Bolívia a salteña é uma delícia!

9. Pode ser o começo de uma vida missionária
Hoje eu estou com minha família no campo missionário aqui na Bolívia, viemos e ficamos. Mas nós, eu e a Lari, começamos com viagens de impacto de 15 ou dez dias. E confesso que em minha primeira viagem de impacto missionário eu não tinha ainda a noção de meu chamado e nem da decisão que viria anos depois. Deus foi formando em nós um coração missionário pelo estudo da Palavra e em muitas situações de nossas vidas, com certeza as viagens de impacto tem um importância especial nesse processo de nos tornarmos missionários. Venha para um impacto de alguns dias, mas deixe Deus trabalhar em sua vida por um longo tempo, pela Palavra e pelas situações. E no impacto missionário preste atenção não só no trabalho que Deus esta fazendo com os outros através de suas mãos, mas como Deus esta trabalhando em seu próprio coração.

10. Aprender que a ética e as regras também são coisas importantes para missões
O último motivo é uma dica de comportamento e alguns cuidados nos impactos missionários. Infelizmente muitas pessoas pensam que por vir ajudar de forma voluntária, estar pagando, e ser algo nas férias, não existem regras e pode fazer o que quiser. Isso é o motivo de alguns obreiros não desejarem receber um impactos missionários de férias em seu campo de trabalho. Esteja mais preocupado com as pessoas e os eventos do que em tirar fotos e filmar as pessoas e os eventos. Entenda que seu trabalho é temporário e respeite os obreiros e missionários do local, sua opinião é bem vinda, mas a visão de quem esta no local é mais apurada e de longo prazo. Cuidado com as críticas, comentários e piadas sobre as diferenças culturais, especialmente sobre as pessoas, seus hábitos e sua comida (algo que pode ser nojento para você é o “arroz com feijão” de um local). E por último, mas não menos importante, cuidado com o “estilo” neo-pentecostal da igreja de onde você vem, observe o estilo dos missionários e obreiros locais e pergunte antes de sair (supostamente) profetizando para as pessoas, orando em língua estranha e outros costumes mais exagerados e estapafúrdios.

Existem outros bons motivos para uma viagem de impacto missionário, escreva o seu ai nos comentários. Se tiver dicas ou alertas, comente também.

Participe dos impactos missionários de férias com a Expedição Mochila, sempre temos viagens em Janeiro e Julho. Clique aqui e saiba mais.

Veja aqui as fotos das Viagens de Impacto Missionário que a Expedição Mochila organiza para a Bolívia.

Valeu e até mais

Ricardo Silva – Ricco
Coordenador EM e missionário na Bolívia

Enquete no FB: Qual o seu maior desafio ao dar aulas ou fazer cultos para as crianças na igreja?

Ajude nossa equipe a conhecer mais suas necessidades no trabalho de evangelizar e discipular crianças. Responda no enquete no Facebook: Qual o seu maior desafio ao dar aulas ou fazer cultos para as crianças na igreja?

Valeu e até

Ricardo Silva – Ricco
Coordenador EM

Esporte para evangelismo na Bolívia

A Expedição Mochila foi criada em cima da ideia que tudo está pronto e devemos apenas juntar os ingredientes: praças, campinhos e escolas disponíveis, crianças com tempo ocioso e, principalmente, o mandamento de Cristo para irmos fazer discípulos. É isto que mostramos neste vídeo sobre o curso Expedição Mochila.

Antes de fundar a Expedição Mochila e atuar de tempo integral no ministério, eu trabalhei por 20 anos com recreação, lazer e esportes. Levei esta experiência ao ministério e ainda creio que a recreação e o esporte é a melhor linguagem para atingir as crianças e que isso funciona em qualquer lugar do mundo.

Eu e minha família moramos na Bolívia agora, viemos seguindo nosso chamado missionário. Aqui temos muitas necessidades e oportunidades, e ainda um longo caminho a trilhar como igreja e missão em vários projetos. Mas a primeira coisa que começamos a fazer advinha o que é? O bom e velho esporte para evangelismo, a mesma coisa que fizemos bem no início quando fundamos a Expedição Mochila em São Paulo. Veja um vídeo com um pouco deste projeto aqui na Bolívia no vídeo abaixo, este é apenas uma das frentes que estamos trabalhando, uma de minhas prediletas!


caso não veja o vídeo acima clique aqui

Até mais!


Ricardo Silva – Ricco
Coordenador EM