Ajude a salvar as crianças nos presídios bolivianos

Centenas de crianças vivem nos presídios bolivianos, a boa notícia é que estamos fazendo algo por elas. Para salvar mais crianças, precisamos do seu apoio. Assista o vídeo abaixo:


caso não veja o vídeo clique aqui

Você já ouviu alguém dizer que vai “mexer os pauzinhos”. É quando vai fazer algo para tentar ajudar alguém que está precisando de ajuda. Mexer os pauzinhos é vai fazer de tudo, se empenhar, tentar dar um jeito de qualquer maneira. No caso das crianças nos presídios bolivianos, mexer os pauzinhos por elas é salvá-las do impacto negativo de viver em um presídio.

Em Palmasola, o maior presídio da Bolívia, vivem dezenas de crianças presas com seu pai e/ou mãe. Nós temos um espaço de lazer e reforço escolar dentro do presídio para as crianças que vivem ali e não podem sair. Os projetos são coordenados pelos próprios presos que são líderes da igreja dentro do presídio. O espaço para as crianças é para reduzir o impacto negativo da infância vivida dentro de um presídio, é este projeto que sua oferta vai ajudar!

Junte-se a nós pelas crianças bolivianas:

SEJA MANTENEDOR: Escolha um valor mensal e receba o carnê
FAÇA UMA OFERTA ÚNICA: UOL PagSeguro ou PayPal
ENVIE SUA COLABOAÇÃO: Bradesco, AG 3103, CC 9251-7, Assoc. Expedição Mochila

PASTOR OU LÍDER DE MISSÕES? Leve nossa equipe em sua igreja para falar mais sobre o desafio das crianças nos presídios bolivianos. Escreva para contato@em.org.br ou 011-98990-8190 (fone e whatsapp).

Nós aqui, e as crianças na Bolívia, contamos com vocês!!!

Ricco

Expedição Mochila na Conferência Missionária no Seminário Batista Logos

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Sexta e sábado, 4 e 5 de novembro, a Expedição Mochila vai mostrar seus projetos na Conferência Missionária do Seminário Batista Logos. Venha nos conhecer, trocar ideia, saber mais como participar.

Esperamos você lá!

Mais informações: http://www.sebarsp.org.br/

Valeu, Ricco!

Esdras e o resgate de crianças em risco — devocional setembro

Esdras e o resgate de crianças em risco
Lendo Esdras, entramos no mundo após o exílio judaico. O texto fala do duro, porém esperançoso, período da volta do cativeiro do povo de Israel. As carências dos israelitas ao voltarem do exílio e sua necessidade de um recomeço me lembram muito a vulnerabilidade e o clamor silencioso por socorro em que vivem crianças em situação de risco no mundo todo. A reação do povo – suas prioridades e sua unidade – e os desdobramentos da restauração e o resgate realizados pelo SENHOR DEUS me parecem ter um bom ensino para nós da Expedição Mochila.

Prioridade
Esdras 3 é o momento que o povo volta do cativeiro e encontra suas cidades destruídas. Em Jerusalém, eles se reúnem e começam a reconstrução do altar no templo. É a primeira coisa que eles fazem, antes mesmo de reconstruir o templo. Observando os versículos 3, 6 e 8 vemos que o altar foi restaurado e o serviço de holocaustos começou mesmo em meio aos escombros da destruição do antigo templo, mesmo ainda sem os muros da cidade (que só foram reconstruídos mais tarde com Neemias), mesmo sob a iminente ameaça de inimigos que ainda habitavam a desolada Jerusalém. Eles entenderam a importância de priorizar o mais importante. Sendo redundante mesmo, eles priorizaram o que é prioritário.

Unidade
Recomeços são difíceis e, como muita coisa na vida, estar junto é melhor que estar sozinho. Esdras 3.1 diz que o povo se reuniu como um só homem. Apesar de serem muitos, eles agiram como se fossem um. O que será que ele observou, ouviu, percebeu, para descrever que todos se reuniram como um só homem? Com certeza viu um único movimento de todos na mesma direção. Uma unidade que apontava para Deus e não para os homens. Talvez por isso, a primeira coisa a fazer foi restaurar o altar para os sacrifícios e holocaustos, algo que demonstrava a atenção com Deus antes mesmo de reconstruir outras coisas que demonstrassem cuidado com eles mesmos, como os muros da cidade ou suas casas. A unidade que aponta para o SENHOR DEUS e prioriza as coisas certas, é fundamental!

Restauração e Resgate
O retorno do cativeiro foi considerado a boa mão do Senhor para o resgate de seu povo. O exílio foi uma dura lição para Israel. Mas eles tinham esperança e o retorno prometido por Deus estava acontecendo. Deus ama restaurar e resgatar as vidas, ainda que não entendamos completamente porque Deus permite o mal e o desvio, temos certeza que Ele ama a restauração. Na história do povo de Israel está muito claro o motivo do castigo e do caos: foi o pecado do povo! Nem sempre, entendemos o porquê do caos quando saímos do contexto de Israel antigo e pensamos no mundo hoje. Porque tanta desgraça com a infância? Não temos a resposta exata do porquê disto tudo.

Uma dica é entender que a humanidade caída e afastada de Deus não cuida de Sua criação como deveria, e as crianças entram nesta história. A maldade do homem causa o caos na vida de muitas crianças. Eu não usei o texto de Esdras para buscar uma justificativa para o caos na infância do mundo hoje, mas sim para afirmar que Deus ama o resgate e a restauração. O pecado de Israel faz parte da história em Esdras e Neemias e nos ajuda a entender toda a trama na época. A primeira lição para nós aqui na Expedição Mochila é lembrar que Deus tem prazer em que as vidas sejam restauradas e resgatadas.

Prioridade e unidade para o resgate e a restauração de crianças em risco
Muitas crianças no mundo vivem o caos em suas vidas, e Deus quer restaurá-las e resgatá-las. Podemos ter esperança, pois Deus quer fazer algo por elas. A segunda lição é que Deus quer nos usar! Não sabemos porque Deus permite que aconteça isso com as crianças e quero sugerir que troquemos a especulação pelo trabalho. Ele tem prazer na restauração de vidas. Vamos trabalhar juntos pelas crianças em risco!

Em Esdras vemos Deus usando pessoas, que souberam se unir e priorizar. Deus usa pessoas no Seu trabalho de resgatar as crianças. Não vamos mudar o mundo e nem salvar a todas elas, mas se soubermos priorizar as coisas certas e nos unirmos, vamos resgatar muitas crianças. É uma pena saber que não vamos mudar a vida de todas as crianças do mundo, mas um alívio saber que Deus quer nos usar para restaurar a vida de algumas delas. Nós começamos com algumas crianças que vivem nos presídios bolivianos.

Deus usa algumas pessoas como instrumentos de sua restauração para o benefício de muitos. Não podemos ficar parados apenas observando ou especulando sobre as tamanhas atrocidades com as crianças, temos que fazer algo. Temos que nos juntar a Deus no Seu trabalho de resgatá-las. As crianças em risco precisam mudar de vida e conhecer o amor de Deus.

Quero desafiar você a se unir a nós na Expedição Mochila para priorizarmos o cuidado e o resgate da infância. A Expedição Mochila está entrando em uma nova fase e precisamos de você! Juntos somos mais fortes, e o mais importante, juntos podemos mostrar Cristo ao mundo através da mensagem do Evangelho e o trabalho de resgate das crianças em risco.

Veja como participar:
➔ Venha para nossa reunião em São Paulo, queremos te conhecer, ouvir suas ideias, orar junto. Temos um culto e depois um bate papo, as reuniões acontecem sempre na última sexta do mês*;
➔ Ore pelas crianças nos presídios bolivianos e espalhe a causa entre seus amigos;
DOE para o socorro das crianças que vivem nos presídios na Bolívia, faça sua doação única ou seja mantenedor.

Ricardo Silva — Ricco
Pastor e Coordenador Expedição Mochila
contato@em.org.br | 011-98990-8190 (Claro, fone e whatsapp)

[*] A reunião será na Igreja Ministério Água Viva, em Pinheiros, São Paulo, bem próximo da Estação de Metrô Fradique Coutinho, linha amarela. Rua Mourato Coelho, 747, Pinheros, CEP 05417-011, SP. Veja aqui no facebook todos os detalhes do nosso culto de setembro.

Atualização sobre a Expedição Mochila e os projetos no Brasil e Bolívia / Maio De 2016

Nosso foco na Bolívia: as crianças dos presídios. Fizemos o abrigo em janeiro de 2013 para a retirada das crianças do presídio de Puerto Suarez. Elas ficaram no abrigo até seus pais cumprirem a pena na cadeia. A criança foi retirada do presídio e ficou em segurança enquanto seu pai e/ou mãe estava preso. A missão foi cumprida com as crianças do presídio de Puerto Suarez.

O abrigo também recebeu crianças de outra problemática na região: pobreza. Os anos passaram e as crianças que vieram para o abrigo oriundas do presídio foram saindo com a liberdade do pai e/ou mãe da cadeia, e ficou no abrigo apenas as crianças que vieram da pobreza. O problema das crianças vítimas da pobreza não era um ambiente inadequado para viver e crescer, mas sim um apoio e ajuda familiar. Percebemos a diferença das crianças vítimas do presídio e as crianças vítimas da pobreza, com relação a necessidade de viver em abrigo separado da família. O projeto na Bolívia caminhou desta maneira que nos levou a três mudanças para 2016:

–> ABRIGO EM PUERTO SUAREZ: Encerramos as atividades no abrigo de Puerto Suarez, na fronteira, as últimas crianças que estavam ali, vítimas da pobreza, voltaram as suas famílias. Nossa missionária em Puerto Suarez dá assistência a estas crianças e famílias, o dinheiro para manter a estrutura do abrigo, agora direcionamos para as 15 crianças nas famílias [*].
–> PRESÍDIO EM SANTA CRUZ: Iniciamos um projeto no presídio de Santa Cruz de la Sierra, a 600 km de Puerto Suarez, outro presídio onde tem 6 mil presos e centenas de crianças morando lá dentro. Temos uma parceria com a igreja que existe dentro do presídio e atua com as crianças, filhos de presos, que moram com os pais na cadeia.
–> BASE SP/BRASIL: Para a nova fase do projeto iniciamos uma base de trabalho em SP para divulgação, mobilização e treinamento. Eu , Ricco e minha família, nos movemos da linha de frente do campo missionário na fronteira para a base em SP afim de organizar o escritório da EM.

Não foi fácil tomar estas decisões. Desde que saíram do abrigo as últimas crianças que vieram do presídio, essa questão tomou nossa cabeça. Oramos, conversamos e chegamos à conclusão da mudança. Vamos manter o foco nas crianças de presídio em Santa Cruz de la Sierra. O presídio em Puerto Suarez não teve mais crianças desde que tiramos as 8 que viviam lá, mas nossa missionária na cidade segue monitorando para evitar que alguma criança volte a viver no presídio em Puerto Suarez. Nosso empenho maior em presídio será em Santa Cruz de la Sierra, a maior cadeia da Bolívia. Para ter ideia da mudança o presídio em Puerto Suarez tem 100 a 120 presos e tinha 8 crianças, em Santa Cruz de la Sierra tem 6 mil presos e dezenas de crianças. É como se Deus nos preparasse, fizesse um estágio, para algo mais desafiador nesta nova fase.

Queremos seu apoio sempre!!! Siga orando e ofertando, especialmente como mantenedor mês a mês pois as crianças dependem da sua oferta todo mês. Sua generosidade move o trabalho, a equipe e os recursos, para que as crianças sejam atendidas e evangelizadas. A nossa arrecadação mensal de em média R$ 4.000,00 está sendo gasta assim hoje: 60% para as crianças que saíram do abrigo em Puerto Suarez e estão com familiares, 30% para projetos com crianças do presídio de Santa Cruz de la Sierra, 20% para gastos da base. Atendemos 15 crianças com suas famílias em Puerto Suarez e região, estas que antes estavam no abrigo[*], e 30 a 40 crianças em média no presídio em Santa Cruz de la Sierra, que são as que vivem no presídio. Ajudamos na saúde, educação e alimentação. Além de material adequado para equipe ministrar a Palavra e discipular.

Veja mais sobre os projetos no site www.em.org.br ou entre em contato direto comigo para qualquer esclarecimento.

Muito obrigado. São Paulo, Brasil, maio de 2016.

Ricardo Silva | Diretor Executivo
Associação Expedição Mochila
011-989908190

[*] Veja as crianças atendidas nos projetos da Bolívia

Precisa-se de missionários na Bolívia

presidio boliviaEstamos procurando dois casais para servir de missionários na Bolívia. Um casal em Puerto Suarez, região da fronteira com o Brasil e outro casal na cidade de Santa Cruz de la Sierra. Para atuar com filhos de presos que vivam com os pais no presídio ou com os parentes fora; habilidades em visitação, discipulado, aconselhamento, crianças, família; disposição para atuar dentro de presídio. Ore e indique a vaga.

Interessados entre em contato por 011-989908190 ou contato@em.org.br

Valeu

Ricco

Treinamento de Missões Urbanas e Evangelismo com Crianças através do Esporte

Treinamento Missões Urbanas

Treinamento Expedição Mochila
Missões Urbanas e Evangelismo com Crianças através do Esporte

Vem ai o primeiro treinamento aberto da Expedição Mochila para os líderes de evangelismo com crianças. Veja as informações e participe. Aqui você pode baixar um cartaz para colar em sua igreja.

QUANDO: 19 de março de 2016 das 8:00h as 12:30h
ONDE: Igreja Ministério Restaurando Vidas – Av. Nagib Farah Maluf, 1217, Itaquera, São Paulo – SP (5 minutos a pé da Estação de Trem CPTM da José Bonifácio)
Mapa: https://goo.gl/maps/K5ywFvJj8By
QUANTO: Investimento de R$ 20,00 por pessoa, inclui café da manhã, pagar no dia do curso.

Programação:
8:00h – 8:45h > Café da manhã
9:00h – 12:30 > Treinamento
Mais informações: contato@em.org.br ou 011-989908190 (fone e whatsapp)
Inscrições: www.em.org.br/treinamento

PARA QUEM É O TREINAMENTO?
Para líderes que já fazem, ou querem começar, um projeto de evangelismo e discipulado de crianças do bairro. Para missionários, evangelistas, pastores, professores e outros obreiros que precisam aprender a usar a melhor a recreação, o esporte e o lúdico (jogos, gincanas e brincadeiras) no seu trabalho com as crianças.

TEMAS E CONTEÚDO
> Missões urbanas, evangelismo e discipulado com crianças;
> Organização de escolinha de futebol evangelística, o esporte e a recreação como ferramenta;
> Ministério com crianças relevante para esta geração;
> Contextualização missionária para as cidades do século 21.

INSCRIÇÕES: www.em.org.br/treinamento

Ricardo Silva Ricco

Tempo ocioso das crianças é um problema mundial nos bairros pobres

Escola Bíblica de Férias

O tempo ocioso das crianças é um problema mundial. Hoje eu li uma reportagem sobre a criminalidade no México*. Mas poderia ser no Rio de Janeiro, São Paulo, Bolívia ou qualquer cidade do mundo. Uma das causas apontadas para o grande número de jovens se envolverem com coisas erradas é exatamente o tempo livre, como o repórter diz “sem nada para fazer”.

Vale lembrar que este é apenas um dos problemas, pois é uma série de fatores que de fato levam um jovem a se perder. Este problema do tempo ocioso das crianças em situação de risco é uma das coisas que tentamos combater aqui na Expedição Mochila.
Muitas crianças não têm nada para fazer quando não estão na escola. E com isso ficam nas ruas e daí vem muitos males. E nas férias a situação piora, a criança fica com tempo ocioso por todo o dia.

Escola Bíblica de Férias

Você pode fazer a diferença para as crianças no seu bairro. Organize uma escolinha de futebol, nós podemos te ajudar. Tenho certeza que aí no seu bairro tem uma quadra, praça ou campinho disponível e está cheio de crianças. Quer ajuda? Mande uma mensagem e vamos te presentear com um Manual passo a passo para se organizar e agitar algo para as crianças ai no seu bairro.

E-mail: contato@em.org.br
Mensagem pelo Facebook da EM: /ExpedicaoMochila
WhatsApp: 011989908190 ou +5511989908190

Até breve

Ricardo Silva Ricco

[*] Narcotráfico atrai jovens pobres de cidade mexicana: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2010/12/narcotrafico-atrai-jovens-pobres-de-cidade-mexicana.html

Cartões de Natal com Desenhos das Crianças do Orfanato na Bolívia

carmelo-b

Dê Cartões de Natal aos amigos e faça uma boa ação!

O desenho acima é de Carmelo, 7 anos, vive conosco no Orfanato da Bolívia. Foi ele que fez o desenho, e virou um Cartão de Natal. Você pode ajudar comprando estes cartões com desenhos feitos pelas crianças do orfanato. Comprando e presenteando os amigo você envia uma oferta e divulga o orfanato. Muito obrigado!

–> Compre pela loja: http://enatal.em.org.br

–> Compre pelo WhatsApp: 011989908190 (agilizamos tudo para você)

–> Compre enviando mensagem inbox no facebook

Veja mais alguns desenhos:

 

carlos-b

Carlos, 13 anos.

juan-b

Juan, 9 anos.

alex-bAlex, 13 anos

Valeu, Ricco.

O Injusto Ainda te Assusta?

presidio bolivia
Presídio na Bolívia

Era Abril ou Maio de 2012. Dois seminaristas se preparavam com muita ansiedade para o próximo estágio de inverno que fariam juntos. Seria o primeiro internacional ou trans-cultural para os dois. O estágio seria com um ex-aluno do mesmo seminário que agora servia a Deus na Bolívia.

Finalmente o dia do embarque chegou e os dois partiram com bastante entusiasmo nas suas bagagens. Conheciam o missionário e sabiam que sua ênfase no campo era o tra-balho evangelístico através do esporte. Por três semanas iriam trabalhar com uma escolinha de futebol que também discipulava aqueles garotos de 6 a 14 anos.

Chegando a Puerto Suarez a impressão foi a melhor (apesar da grande pobreza, ruas de terra, pessoas de olhar desconfiado e triste). O trabalho começou logo, o primeiro contato com os meninos da escolinha foi excelente, outros trabalhos haviam para ser feitos (com a igreja local, no próprio bairro e no presídio).

Enfim chegou o dia de irem ao presídio. A carceleta de Puerto Suarez é pequena e abriga apenas algumas dezenas de presos. No caminho para o cárcere começaram a ser informados sobre a realidade interna, então vem o grande baque: ‘eu já disse pra vocês que tem crianças que moram no presídio?’ – foi o que questionou o missionário.

Como assim? Quem são essas crianças? Qual idade? Não existe FEBEM aqui na Bo-lívia?
Todas essas são perguntas normais, mas o choque maior vem com a informação: ‘eles não são menores infratores, simplesmente vivem lá porque os pais estão presos’.

O assunto é interrompido momentaneamente pela chegada ao destino, mas tão logo eles saem do presídio o assunto é recomeçado e o missionário compartilha das ações que já vinha executando e das que sonhava: ‘queria fazer um orfanato para tirar essas crianças de lá’. Essa frase ecoa até hoje e reverbera com a afirmação: ‘meu sonho é que não mais hou-vesse crianças em presídios bolivianos’.

Foi assim que eu conheci essa realidade a mais de três anos. Desde então a Expedi-ção Mochila conseguiu iniciar um orfanato e fez com que Puerto Suarez fosse a primeira (senão a única) cidade boliviana que não tem crianças encarceradas.

Depois desses anos parece que a notícia não agride mais meus ouvidos como na primeira vez. Mas a injustiça deve deixar de assustar? Como cristãos também devemos ser promotores de justiça e sabemos que crianças que tem liberdade tolhida pelo erro de seus pais certamente não é uma situação justa. Puerto Suarez tem apenas um pequeno presídio, quantos outros há em toda Bolívia? Números oficiais atestam que milhares de crianças vi-vem presas em todo o país. Isso te assusta? A injustiça te assusta? Eu e você podemos ser parte da promoção social no mundo.

“Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, pois serão satisfeitos.” | Mateus 5.6

Samuel Stroppa
Pastor na Igreja Batista Central de Campinas – SP
Cooperador EM